Saída de Marquinhos Trad expõe racha e ameaça mandato.

Impasse dentro do PDT coloca em dúvida a legalidade da desfiliação e pode resultar em perda de mandato.

A desfiliação do vereador Marquinhos Trad do PDT para ingresso no Partido Verde gerou um impasse interno na legenda e pode resultar em disputa judicial. O caso envolve a validade de uma carta de anuência que autorizaria a saída sem prejuízo ao mandato.

À esquerda, o Vice-Presidente do PDT/MS Enelvo Felini, ao centro o Vereador Marquinhos Trad, e à direita o primeiro suplente de Vereador pelo PDT Salah Hassan.

Documento é questionado dentro do partido.

A carta de anuência apresentada foi assinada por Enelvo Felini, vice-presidente do partido. No entanto, a legitimidade do documento passou a ser contestada por diferentes lideranças da sigla, tais como Carlos Eduardo Gomes, presidente da agremiação partidária e Salah Hassan, primeiro suplente.

A divergência interna sobre quem teria competência para autorizar a desfiliação sem prejuízo ao mandato amplia a insegurança jurídica do caso.

Risco de perda de mandato.

Pela legislação eleitoral, a janela partidária para 2026 estava aberta para deputados federais, estaduais e distritais que desejavam migrar de partido sem perder o mandato; os vereadores não se enquadram no grupo permitido. Caso a saída não seja reconhecida como válida, o vereador pode ser enquadrado por infidelidade partidária, o que pode levar à perda do mandato.

A carta de anuência é um dos instrumentos previstos para permitir a mudança sem penalidade, desde que seja considerada legítima pelas instâncias partidárias e, eventualmente, pela Justiça.

Movimentação política e cenário eleitoral.

A filiação ao Partido Verde ocorre em meio a articulações políticas com foco nas eleições de 2026. Partidos com maior viabilidade eleitoral tendem a atrair pré-candidatos que buscam melhores condições de disputa.

A movimentação também reflete o cenário de reorganização partidária, comum no período que antecede o pleito.

Crise interna no PDT.

O episódio evidencia divergências dentro do PDT, com diferentes lideranças adotando posições distintas sobre a saída do vereador. A falta de alinhamento interno contribui para a indefinição sobre o caso e expõe um racha dentro da legenda.

Após ser procurado, o presidente estadual do PDT, Carlos Eduardo Gomes deu a seguinte declaração: “Eu não estava sabendo. Não entrou em contato para assinar e o vice não tem a liberdade de assinar uma liberação. O nosso estatuto não permite liberação. O documento apresentado não tem validade. Eu vou entrar em contato com o advogado da nacional para analisar qual é o melhor caminho a percorrer”.

Possível judicialização.

Diante do impasse e da ausência de consenso, a tendência é que a questão seja levada ao Judiciário. A decisão deverá definir a validade da carta de anuência e as consequências jurídicas da eventual desfiliação.





Fonte: Midiamax

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