Restrições

População aprova lockdown, mas comerciantes ainda criticam

Somente serviços funcionarão em Campo Grande nos próximos fins de semana

O “semi-lockdown” publicado em decreto na edição de hoje (15) no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande), pegou algumas pessoas de surpresa. De 17h da próxima sexta-feira (17) até às 5h da segunda-feira (20) somente os serviços considerados essenciais funcionarão na Capital.

Entre eles estão os referentes à saúde, farmácias e drogarias, postos de combustíveis e serviços de apoio em rodovias, além de hipermercados, supermercados e mercados. Confira aqui o que muda com o decreto.

A atitude mais restritiva do prefeito Marcos Trad (PSD) foi bem aceita pelo campo-grandense, sendo, inclusive, uma medida que deveria ter acontecido antes, segundo as opiniões. “Nossa saúde é precária, foi uma excelente conduta. No começo todo mundo tava achando graça ficar em casa, de ‘férias’, mas agora que as coisas estão ruim ninguém tá levando a sério”, disse Maria Vanda, de 37 anos, que atualmente está desempregada. 

Pego de surpresa pela equipe de reportagem do Correio do Estado, o aposentado Ricardo dos Santos, de 70, disse que ainda não sabia do decreto, mas que ficou satisfeito com a atitude. “Agora que as coisas estão ficando ruins demais tinha que fazer mesmo. Antes ninguém sabia de nada que ia acontecer, mas agora tinha que fazer”, disse ele.
Para Flávio Carvalho, o lockdown parcial vai acarretar na aglomeração de pessoas em vários locais - Foto: Valdenir Rezende / Correio do Estado

“O povo faz muita festa. É um desrespeito com a vida dos outros”, opinou a aposentada Gedalva Martins, de 75, que também achou positivo o novo decreto, que tem vigência até o dia 31 de julho. É justamente essas aglomerações que são alvo de críticas dos comerciantes, que, segundo eles, faz o lockdown não ter eficácia. 

“Aqui para nós [comerciantes do centro] não vai prejudicar tanto. A gente já fecha às 17h normalmente e ficar fechado um dia não vai impactar tanto para a gente”, disse o vendedor Paulo Henrique, de 27 anos. “O problema é os donos de bares e outros. Não tem como fechar um barzinho às 17h. E com tudo fechado, a galera vai se aglomerar nas casas”, opinou ele. 

Já para o empresário Flávio Carvalho, o decreto não foi um acerto, já que, para ele, quando se restringe mais os horários, mais as pessoas vão aglomerar. “[O decreto] é infundado, vai aumentar a concentração de pessoas e como consequência as infecções”, disse ele ao Correio do Estado. “Uma pessoa que trabalha durante a semana e precisava fazer algo nos fins de semana, vai ter que fazer durante a semana, na hora do almoço, por exemplo”, avaliou ele, que é dono de uma conveniência. 

Carvalho contou que foi à academia e percebeu uma lotação acima do normal, de pessoas que iam a noite e estavam indo mais cedo por conta do toque de recolher às 20h, em Campo Grande. O “semi-lockdown” vai durar pelos próximos dois fins de semana. 

Diferente da tarde desta quarta-feira (15), fim de semana terá as ruas vazias, se população "aderir" ao lockdown parcial. - Foto: Valdenir Rezende / Correio do Estado
 

Matéria vinculada ao Jornal Correio do Estado

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