Vereador Dedé, do caso "mensalinho", é o segundo a sair da prisão.
Vereador estava preso desde 26 de novembro de 2018 na Capital
O vereador de Ladário, André Franco Cáffaro (PPS), conhecido como Dedé, conseguiu habeas corpus na tarde desta quinta-feira, 21 de fevereiro, e vai deixar a prisão. A liminar foi concedida pelo ministro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça. André é apontado como um dos envolvidos em esquema conhecido como “mensalinho” investigado pelo Gaeco e que levou à prisão, além dele, do prefeito afastado da cidade ladarense, Carlos Ruso (PSDB); do ex-secretário de Educação, Hélder Botelho e mais seis vereadores em 26 de novembro de 2018.
O vereador Dedé é o segundo parlamentar, acusado de envolvimento no caso, a ser solto. O habeas corpus foi concedido nesta tarde e ainda não há informação sobre as alegações da defesa e detalhes da determinação. No dia 13 deste mês, a vereadora Lilia Maria Villalva de Moraes Silva (MDB), a pastora Lilia, também conseguiu liminar e cumpre prisão domiciliar em Ladário. Os demais acusados permanecem presos em Campo Grande, no Centro de Triagem Anízio Lima.
O que levou a prisão dos envolvidos
A operação deflagrada pelo Gaeco em novembro passado apontou a existência de pagamentos feitos pelo prefeito Ruso, aos vereadores acusados. Foi o que informou à época o procurador-geral de Justiça, Paulo Passos, que esteve no município acompanhando as investigações. Os valores pagos chegavam entre R$ 1,5 mil até R$ 3,5 mil.
Além do prefeito afastado Carlos Ruso e o ex-secretário de Educação, Helder Botelho, foram presos Vagner Gonçalves, Agnaldo dos Santos Silva Junior, André Franco Caffaro, Augusto de Campos, Paulo Rogério Feliciano Barbosa e Osvalmir Nunes da Silva.
Por causa das prisões, que atingiram mais da metade do Legislativo ladarense, foi necessário convocar os suplentes para que a Câmara continuasse a trabalhar.
Com a prisão do prefeito, o vice, Pastor Iranil Soares (PSDB), assumiu a administração de Ladário. Estão tramitando na Câmara Municipal três processos de cassação dos mandatos de Ruso e dos sete vereadores acusados.
Fonte: Jornal Diário Corumbaense

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